O mês de agosto chega trazendo muito movimento e bons ventos. Ventos que vão levando o frio e, ora de mansinho ora repentinamente, trazem o calor. Vão deixando para trás o acolhimento e a introspecção proporcionados pelo inverno,
com a promessa de nova vida e novas possibilidades.

No final do inverno, já podemos abrir as janelas e permitir que os ventos entrem em nossas casas levando tudo que não nos serve mais. Que tragam o novo, o renascimento e a renovação. Às vezes, o novo pode vir como uma brisa leve e
suave; outras vezes, forte e veloz como um furacão, revirando tudo e nos possibilitando novos rumos. Os ventos têm a qualidade de serem inconstantes e destruidores, revirando e trazendo à tona o que está escondido ou adormecido, mas
também podem limpar o céu e os ambientes, trazendo calma e clareza de ideias.

Independente de como ele chega, o importante é que possamos recebê-lo, reconhecendo e honrando a força do ar que nos tira da inércia e nos leva ao nosso destino, permitindo, assim, que nosso crescimento pessoal e coletivo possa seguir
de vento em popa.

Os ventos, como semeadores, também trazem a promessa de vida nova, carregando as sementes que irão fecundar a terra, sementes belas e singelas, impregnadas com a força e a potência de uma nova planta. Para as crianças, os ventos trazem folhas, flores e sementes, que num instante se transformam em helicópteros, passarinhos, borboletas e muito mais, permeados pela imaginação e fantasia. Podemos trazer a força dos ventos para as crianças por meio de brincadeiras relacionadas ao movimento e à leveza do ar, como soltar pipa, brincar com cataventos, paraquedistas, anel de fitas etc.

Os ventos, independente de como nos tocam, trazem um novo acordar, novas possibilidades de vida, sussurram segredos e mistérios vindos do céu e da terra. Que possamos escutá-los, renovar nossas forças, germinar nossas sementes, cultivar
bons ventos e nos preparar para a chegada da Primavera.

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